lígia cortez

Criadora e diretora da Casa do Teatro. Atriz, educadora, diretora teatral e diretora do Centro de Artes e Educação Célia Helena, que reúne o Teatro-escola Celia Helena (TECH) com o curso técnico profissionalizante, a Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH), com os cursos de graduação em teatro, pós graduação lato sensu e Mestrado Profissional em Artes da Cena.

 

Filha dos atores Célia Helena e Raul Cortez, iniciou sua carreira artística aos 16 anos e, desde então, firmou seu nome no cinema, na televisão e no teatro, tendo trabalhado ao lado de grandes diretores como Antunes Filho, José Celso Martinez Corrêa, Ron Daniels e Bob Wilson.

 

Ao longo da carreira, soma diversos prêmios, como o de Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Mambembe (1999), Melhor Grupo de Teatro pelo El Espectador y La Crítica (1982, Madri) e Atriz Revelação pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA/1981), pelo conjunto de trabalhos em Nelson Rdrigues, o eterno retorno, dirigido por Antunes Filho. Em 2005, foi indicada na categoria Melhor Atriz do Prêmio Shell, considerado o mais importante do teatro brasileiro, por sua atuação em A entrevista, texto de Samir Yazbek, com direção de Marcelo Lazzaratto.

 

Como diretora teatral, destacam-se as peças Um céu de estrelas, adaptação do livro de Fernando Bonassi (Prêmio Jornada SESC de Teatro, 1996), Enfermaria n. 1-6, baseada em contos de Anton Tchékhov, (150 anos de Tchékhov, Fundação Nacional de Teatro – FUNARTE/SP, 2010), entre outras. Na televisão, na Rede Globo, participou de grandes telenovelas, como Esperança (2002), de Benedito Ruy Barbosa, Páginas da Vida (2006), de Manoel Carlos, e Sete Pecados (2007), de Walcyr Carrasco. No cinema, atuou com diretores renomados como Júlio Bressane, Ugo Giorgetti, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Moacyr Góes, Tata Amaral e Vera Egito.

 

Embora acumule conquistas em campos artísticos distintos, é no teatro e na atividade artística e pedagógica que reside sua verdadeira paixão e onde está sua atuação mais significativa.

 

“Hoje, acho que o trabalho na Casa do Teatro é o mais importante da minha vida. Ele veio de uma necessidade que senti de usar minha trajetória pessoal, a partir do teatro para o desenvolvimento de crianças e jovens. A responsabilidade, no sentido bom, é grande, mas a Casa do Teatro é um lugar de autenticidade de trabalho, um reduto de pensamento, onde cada indivíduo é estimulado a ser o que realmente é e a ter uma história, uma produção artística e uma voz única”, completa.

Foto: João Caldas
Foto: João Caldas